Alerta em BH: Covid matou mais em 2024 do que epidemia de dengue

Belo Horizonte registrou 76 mortes devido ao novo coronavírus, um aumento de 40%

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Desde o início de 2024, Belo Horizonte registrou 76 mortes devido ao novo coronavírus, um aumento de 40% em comparação aos 54 óbitos causados pela dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar do fim da pandemia, os riscos associados à Covid-19 persistem, exigindo atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas.

A cidade, que enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com um decreto de emergência válido até agosto, agora vê a Covid-19 matar mais pessoas do que essa epidemia.

Problema de saúde pública

No contexto nacional, o cenário é semelhante, com 3.567 mortes por Covid-19 contra 3.254 por dengue. Carlos Starling, infectologista e ex-membro do Comitê de Combate à Pandemia em Belo Horizonte, destaca que a população ainda enfrenta duas epidemias, embora distintas. “A Covid-19 continua sendo um problema grave de saúde pública que não pode ser ignorado, principalmente pelo fato de ser evitável por vacina e termos tratamento antiviral altamente efetivo para a fase aguda gratuito pelo SUS”, afirma.

Estevão Urbano, outro infectologista que participou do comitê, enfatiza que a Covid-19 ainda existe de forma endêmica, alertando para a importância da vacinação e do cuidado contínuo, como a higienização das mãos.

Medidas adotadas na cidade

Em resposta à maior epidemia de dengue, a Prefeitura de Belo Horizonte intensificou ações desde janeiro, incluindo a operação de centros de saúde nos fins de semana e a criação de Centros de Atendimento às Arboviroses e Unidades de Reposição Volêmica. Além disso, foram abertos três hospitais – um de campanha e dois temporários – e continuam sendo oferecidas teleconsultas. Em relação à Covid-19, um “plano para o enfrentamento” foi implementado desde 10 de abril, devido ao tempo seco que favorece doenças respiratórias, com a contratação de mais de 200 profissionais e a abertura de 70 novos leitos hospitalares, além da continuidade da vacinação.

Estevão Urbano também chamou atenção para os riscos da Covid longa, que deixa sequelas nos pacientes. “A Covid não deve ser negligenciada. Uma coisa é estarmos felizes com a redução importante dos casos. Outra é acharmos que ela acabou, o que é absolutamente falso”, conclui Urbano, ressaltando a necessidade de vigilância contínua mesmo diante de melhorias.

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