Minas Gerais recebe as primeiras vacinas contra a dengue

O Ministério da Saúde distribuirá as vacinas, mas o número de doses ainda não foi divulgado

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As primeiras doses de vacina contra a dengue chegarão a Minas Gerais na quinta-feira (22). O Ministério da Saúde ficará encarregado de disponibilizar os imunizantes, mas ainda não divulgou a quantidade de doses que serão enviadas para o estado.

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, considera as vacinas contra a dengue uma grande esperança para amenizar a situação das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No entanto, ele destaca que a produção limitada e as correntes antivacina, que propagam informações falsas sobre os imunizantes, são desafios a serem enfrentados.

Desafios da vacinação

Em entrevista ao jornal O TEMPO, Baccheretti explicou que a produção de vacinas ainda está em estágio inicial e que a sua ampliação será gradual. “A indústria japonesa, responsável pela vacina aprovada pela Anvisa, atualmente não consegue produzir mais de 10 milhões de doses para o Brasil por ano. Considerando duas doses por pessoa, isso significa que apenas 5 milhões de brasileiros serão imunizados este ano, aproximadamente 3 milhões. No entanto, com a vacina do Butantan, de dose única, poderíamos imunizar 20 milhões de pessoas por ano. Isso certamente nos trará maior tranquilidade”, afirmou.

Baccheretti ressaltou a importância de medidas de prevenção básicas, como cuidados domiciliares, e chamou atenção para a necessidade de maior conscientização da população.

Conscientização da população

O secretário avalia que é essencial sensibilizar a população para que o combate à dengue se torne um hábito cotidiano. “Embora tenhamos repetido à população que os focos do mosquito estão dentro de casa, precisamos pensar em como sensibilizar cada cidadão brasileiro sobre a importância dos cuidados domésticos. A forma como temos feito isso por tanto tempo não tem tido o efeito esperado. A prevenção não está apenas vinculada à prestação de serviços públicos, mas também a cuidados pessoais”, enfatizou.

Locais que anteriormente não eram tão afetados pela doença, como o Rio Grande do Sul, também começaram a registrar um aumento nos casos de arboviroses, possivelmente devido às mudanças climáticas.

Papel da sociedade

Durante a entrevista, Baccheretti enfatizou o papel crucial da sociedade no combate à dengue. Ele argumentou que, embora a ação dos gestores públicos seja crucial em muitos casos, no caso das arboviroses, o “papel do cidadão pode ser ainda mais importante”.

“Precisamos encontrar uma maneira de envolver o cidadão no combate diário às arboviroses. Esta é uma doença que nos afeta há 40 anos, não podemos permitir que ela continue dominando nosso cotidiano”, concluiu.

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