Coluna do Zeca: Lula, a maconha e a “maresia” no Brasil

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O Supremo Tribunal Federal retomou a votação para acabar com a criminalização da posse da maconha e de outras substâncias. Na prática, o nosso STF quer distinguir o usuário do traficante, tentando atribuir a quantidade de erva exata do que diferencia um do outro. O exemplo dado pelo ministro Barroso é interessante e, segundo ele, no nosso país o jovem negro pego com 10 gramas de maconha vai para a cadeia e o jovem branco rico autuado com o porte de 100 gramas é liberado. Atualmente, este poder de escolha está nas mãos do policial que não encontra na lei vigente esta distinção.

Não sei se a sociedade brasileira está entorpecida por não protestar, mas o Supremo está legislando e não julgando, isto é um absurdo! Houve até um acordo entre o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, para que, em algum momento, esta pauta volte para o legislativo. Estamos ficando acostumados com esta intromissão do Supremo em todos os assuntos de relevância por aqui. Claro que o tom beligerante do então presidente Bolsonaro com a submissão do legislativo criou um vácuo de poder que a Suprema Corte tratou rapidamente de ocupar.

Se são 10, 25 ou 100 gramas de posse, quem tem que dizer é o Congresso. Agora, vejam vocês, os “capas-pretas” estão dando opiniões sobre o que traz mais danos à saúde: o cigarro ou a maconha, eles dão pitaco em tudo no Brasil. Enquanto não decide, só pode ter uma “maresia” em Brasília que está deixando todo mundo chapado, só pode! Para o presidente Lula, isso pouco importa, para a militância dele, aparentemente, nem tanto! Mas, Lula tem se comportado, ultimamente, como carrega consequências severas de algum tipo de consumo do que “passarinho não bebe ou fuma”.

Como se explica, então, que em pouco menos de um mês, o nosso presidente sugere uma alusão ao holocausto da maneira mais irresponsável, depois fica passeando e rindo de mãos dadas com o ditador da Venezuela Nicolás Maduro e, ainda fala, descaradamente, que as eleições por lá acontecerão de forma democrática. Se bem que, para ele, democracia é um conceito relativo. Na mesma semana, desdenha dos pagadores de impostos do país diante de uma plateia adestrada, fazendo graça e com voz de deboche “remedou” quem reclama de impostos: “eu tenho um apartamentozinho, por que eu pago tanto imposto?” E emendou, também, na mesma semana, uma crítica pesada ao Ifood que, segundo ele, fica mandando recado para o governo. Gente do céu, no Brasil um ditador é tratado a pão-de-ló e um empreendedor é marginalizado, está certo isso? Se perguntar para o personagem Kelé Metaleiro, do grande comediante Saulo Laranjeira, ele vai dizer que o presidente acendeu um “cigarro que tem ciência, bicho”.

E, não é só o presidente que anda agindo desta maneira, digamos, estranha. Também, nesta semana, dois jornalistas poderiam muito bem ter “encontrado a ciência do cigarro”. Um disse que a pesquisa que aponta uma queda de aprovação do Lula foi feita na hora errada, muito perto da manifestação do Bolsonaro e, também, perto da fala sobre o holocausto.

A outra jornalista falou que a democracia americana deu sinais de fraqueza ao não barrar a candidatura do ex-presidente Donald Trump. É, justamente, o contrário, minha senhora. Lá, tanto democratas quanto republicanos garantem que quem escolhe o seu representante é ninguém mais, ninguém menos do que o povo. Ao contrário do que vem acontecendo aqui, onde existe em curso um movimento de cassação de políticos a rodo, com um tribunal arbitrário para calar a boca de oponentes, e esta prática tem sido eficiente. É impressão minha ou todos nós estamos “doidões” para não enxergar o que está acontecendo?

Aqui, no nosso quintal mesmo, temos um exemplo fresco. Por motivos políticos, quase o vereador Gabriel Azevedo, que se filiou ao MDB, teve os seus direitos cassados por disputa interna na casa, por ter uma posição de independência. A gente pode ou não concordar com ele, mas calar a boca dele cassando o seu mandato é atitude de traficante de morro.

Se usuário fosse, estaria na hora de queimar uma bucha, para não ver o que estão fazendo no nosso país. Queria estar muito louco para passar pela ciclovia da Avenida Afonso Pena e enxergá-la tomada de ciclistas e elefantes rosas. Soltaria mais fumaça que as queimadas da Amazônia e dos carros da Stock Car juntos. Mas, a minha droga é mais pesada e atende pelo nome de Clube Atlético Mineiro. Final de semana eu consumo 2 horas de galo doido combinado com 10 gotas de Rivotril que, ao contrário da maconha, é legalizado e custa bem baratinho na farmácia.

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