Coluna do Zeca: Lula apoiará Pacheco para o governo de MG

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Está batido o martelo, Lula pedirá votos para o senador Rodrigo Pacheco em Minas nas eleições de 2026. O presidente comunicou o acordo para lideranças nacionais do PT.

Estava claro que a quantidade de encontros que os dois estavam tendo nos últimos dias era um indicativo de que acordos estavam sendo costurados e o discurso estava sendo alinhado para a visita do presidente a Minas Gerais. Não eram somente questões institucionais para o começo do ano no legislativo.

Isso quer dizer, então, que o encontro entre o presidente Lula e o governador Zema vai ser para inglês ver. Não é para menos. Zema perdeu o protagonismo de falar por Minas Gerais com o Governo Federal há tempos. Já falamos sobre esse assunto aqui, em colunas anteriores. Começou na campanha batendo forte em Lula e no PT e culminou na ausência do encontro com o presidente e governadores, no último dia 8 de janeiro.

A equipe de Zema está correndo para diminuir o prejuízo, até a estar presente em evento petista o governador se ofereceu, mesmo ciente de que tomará vaias. De nada vai adiantar para o futuro de Minas em questões importantes como a renegociação da dívida do estado com a União, o que já foi traçado sem a participação de Zema. Lembram quando eu disse que em política os acordos são selados antes das reuniões? Pois é…. Mas, há, ainda, a possibilidade de Lula jogar algum confete no governador mineiro, pode-se saber que outra estratégia está em curso, o de esvaziamento do dito “bolsonarismo”. Não seria coincidência a série de visitas em reduto de mais apoio ao ex-presidente. Só espero que Zema não acredite que seja por conta dos seus olhos.

O acordo entre os dois caciques pode ter um impacto nas eleições para a prefeitura em Belo Horizonte. Pacheco é aliado do atual prefeito Fuad que, até agora, não cravou sua candidatura para a reeleição, muito em função de não ser unanimidade dentro do PSD e de apresentar baixos índices de intenção de voto em recentes pesquisas. O provável de acontecer é ter Fuad como cabeça de chapa e alguém do PT como vice. Se isto de fato ocorrer, pode jogar Kalil para a campanha de outro senador, Carlos Viana, na corrida para PBH, já que o ex-prefeito foi preterido na montagem do governo federal com a vitória de Lula. Ficaria contra o seu vice Fuad e tornaria a candidatura de Viana mais robusta, já que ele aparece na frente das últimas pesquisas.

Nas pesquisas espontâneas, Kalil, que não pode concorrer ao pleito, aparece nas cabeças, o que poderia indicar uma potencial de transferência de votos. Com Viana eleito, Alexandre Kalil poderia ser uma terceira força para o pleito de governador em 2026, com o próprio Pacheco e com o candidato de Zema, que pode ser o seu vice Mateus Simões ou Cleitinho.

Com este movimento, Pacheco pode sair das cordas em Minas Gerais. Ele estava distante das questões mineiras e desagradando boa parte de quem o elegeu, devido a escolhas políticas. Ainda é cedo para falar em favoritismo, mas o senador mineiro andou algumas casas no tabuleiro. No final do ano passado, foi cortejado por Aécio Neves, que está atuando forte nos bastidores, ganhando musculatura, se não o suficiente para voltar a ser um candidato competitivo, seria uma peça-chave nas composições de alianças estratégicas.

Vamos aguardar os discursos, as leituras corporais, os bastidores, para termos a temperatura do cenário político em Minas Gerais, que esquentou muito nos últimos dias. A princípio, a política convencional voltou a prevalecer neste estado, o que é uma ótima notícia. Só espero que não cometam os erros do passado.

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