Mineiros devem, em média, R$ 4,2 mil, afirma levantamento da CDL/BH

Levantamento mostra que a população entre 30 e 39 anos
é a mais inadimplente. Empresas também estão com mais contas em atraso

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O mês de abril encerrou com avanço da inadimplência em Minas Gerais. De acordo com levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de negativados cresceu 4,41% em comparação ao mesmo período de 2023. Em relação a março deste ano, o avanço foi de 1,43%.

“Os consumidores de Minas Gerais têm enfrentado dificuldades para pagar as contas e mantê-las em dia. Por isso, alertamos para a necessidade do controle dos gastos e do planejamento financeiro. Esse comportamento é essencial para que a capacidade de pagamento das famílias aumente e se sustente ao longo do ano”, aconselha o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Com uma média de duas dívidas por CPF, o valor médio devido pelos mineiros é de R$ 4.206,81. O
detalhamento dos dados mostram que 33,81% dos negativados do Estado possuem dívidas de até
R$ 500 e 47,01%, débitos de até R$ 1 mil.

“Os valores têm ficado mais elevados ao longo dos meses devido aos juros e ao aumento de contratos inadimplentes por devedor. Contudo, em comparação a março, o valor das dívidas diminuiu 0,82%. Ainda assim, o número de consumidores inadimplentes em Minas Gerais é alto”, explica a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos.

O indicador no Estado para o período ficou acima da média do país (2,84%), da região Sudeste (2,95%) e da capital mineira (4,11%).

Valor devido por homens é maior

Na análise da inadimplência por gênero, a participação dos devedores por sexo segue bem distribuída, sendo que os homens representam 44,89% do cadastro de inadimplentes e as mulheres, 44,91%. Em relação aos valores das dívidas, o gênero masculino possui um débito médio de R$ 4.495,06. Já o gênero femino, R$ 4.086,77.

Os mineiros entre 30 e 39 anos são os que acumulam mais dívidas e representam 23,59% do cadastro de inadimplentes do SPC Brasil. O valor médio devido por esse grupo é de R$ 5.117. Já os idosos entre 84 e 95 anos são os que possuem menos contas em atraso. A população entre 84 e 94 anos ocupa 1,99% da base de inadimplentes e deve, em média, R$ 1.518,52. Já as pessoas acima de 95 anos devem R$ 908,64 e representam 0,67% dos consumidores com débitos.

O número de dívidas por CPF avançou 7,8% no mês de abril em relação ao mesmo período de 2023.
Entretanto, desde setembro de 2023, observa-se uma desaceleração deste indicador. “A melhor do mercado de trabalho, a desaceleração da inflação e o programa Desenrola Brasil têm favorecido
a capacidade de pagamento da população e permitindo a quitação de dívidas no período”, explica a
economista da CDL/BH.

Inadimplência entre empresas avança

Em relação às pessoas jurídicas de Minas Gerais, o levantamento da CDL/BH revela que no mês de abril, em comparação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 6,67% do cadastro de CNPJs na base de negativados do SPC Brasil. Em comparação ao mês anterior (março), o crescimento foi de 0,33%.

“Ainda que o aumento da inadimplência entre as empresas mineiras seja motivo de atenção, o indicador para o Estado ainda é menor que para o restante do país e para região Sudeste. Isso mostra que os empresários estão sendo mais resilientes às turbulências econômicas e sabendo tirar maior proveito de ações como programas de negociação de dívidas e redução da taxa de juros”, analisa Marcelo de Souza e Silva.

O valor médio das dívidas das empresas em abril de 2024 em Minas Gerais foi de R$6.486,13. Desde 2023, observou-se um aumento constante no valor médio das dívidas no Estado. “Essa tendência ascendente é atribuída à alta taxa de juros e encargos financeiros do atraso que resultam em um encarecimento das dívidas e dificultam possíveis negociações”, esclarece a economista da CDL/BH.

Agricultura é atividade com mais contas em atraso

Em Minas Gerais, no mês de abril, as empresas de Agricultura representam 14,36% dos CNPJs inadimplentes. Já o setor de Serviços indicou 4,97%, seguido pela Indústria (2,31%) e Comércio (1,98%).

O valor médio devidos por cada atividade é:

  • Agricultura – R$ 8.312,82
  • Serviços – R$ 6.235,44
  • Indústria – R$ 6.859,58
  • Comércio – 7.353,08
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