Nove anos após tragédia, mineradora retoma atividades em Mariana

Samarco modifica processos e busca retomar capacidade total até 2028

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Em Minas Gerais, cerca de 400 cidades têm a mineração como uma das principais atividades econômicas. Uma delas enfrentou um severo revés há nove anos, quando uma barragem se rompeu, causando extensos danos ambientais e econômicos. Hoje, a empresa responsável, a Samarco, que ficou inativa por cinco anos, opera com 30% da capacidade após retomar suas atividades no fim de 2020.

Após o desastre, a mineradora implementou mudanças em seu processo produtivo. Todos os rejeitos agora são filtrados e armazenados a seco, o que elimina a necessidade de barragens anteriormente utilizadas. “A gente modificou o nosso processo produtivo para que todo o rejeito, ele seja filtrado e depositado de forma seca nas pilhas de deposições de rejeito”, explica um funcionário da Samarco.

Rompimento da barragem

O rompimento da barragem do Fundão teve um impacto devastador, afetando cerca de dois milhões de pessoas, causando a morte de 19 indivíduos e provocando danos severos ao meio ambiente. “Foi um impacto enorme que a gente causou diretamente e indiretamente na economia de cidades como Ouro Preto, Mariana, Anchieta e Guarapari”, admite o funcionário.

Em resposta ao incidente, foram implementadas mudanças na fiscalização e no monitoramento das atividades de mineração. Atualmente, a Samarco possui uma sala de controle que monitora todo o processo minerador, estendendo-se de Minas Gerais até o Espírito Santo. Autoridades também enfatizam a necessidade de melhorar a governança e as responsabilidades compartilhadas na gestão dessa indústria de alto risco.

Como parte de seu plano de recuperação, a Samarco visa aumentar sua capacidade de produção para 60% no próximo ano e alcançar 100% até 2028.

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