Tragédia de Mariana: custos com reparação já somam mais de R$ 37 bi

Quase uma década após o desastre da Samarco, moradores de Mariana recebem novas casas e retomam suas vidas com esperança

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Quase nove anos após a tragédia de Mariana, em Minas Gerais, moradores dos distritos atingidos lutam para reconstruir suas vidas. O rompimento da barragem do Fundão da Samarco, em 2015, devastou completamente os distritos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira em Barra Longa, causando a morte de dezenove pessoas e afetando mais de dois milhões, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Uma fundação chamada Renova foi estabelecida para gerir as reparações e concentrar os recursos para a reconstrução das áreas destruídas.

Em 2016 e 2018, acordos foram assinados entre governos, entidades e as empresas responsáveis pela barragem – Vale, BHP Billiton e Samarco – visando solucionar os danos causados. A Fundação Renova, criada por esses acordos, congrega aproximadamente 70 entidades, incluindo os causadores do desastre e o Poder Público. Auditorias independentes, câmaras técnicas e representantes das comunidades afetadas também participam da gestão.

Até agora, mais de R$ 37 bilhões foram investidos em remediação e compensação, dos quais cerca de R$ 17 bilhões foram destinados a indenizações e assistência financeira emergencial. Na frente ambiental, mais de 2 mil nascentes do Rio Doce estão sendo recuperadas e 33 mil hectares de áreas de preservação permanente estão em processo de restauração.

Recomeço em Paracatu

Em Paracatu, um novo distrito foi construído, com mais de 85% das obras já concluídas. As primeiras casas foram entregues em maio de 2022. Este processo de reconstrução não apenas reconstrói infraestruturas, mas também tenta restaurar a dignidade dos atingidos pela tragédia.

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