Entenda como funciona a urna eletrônica nas eleições brasileiras

Desde 1996, os brasileiros votam utilizando a urna eletrônica, um sistema seguro e eficiente para computar votos

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Há quase três décadas, os cidadãos brasileiros empregam a urna eletrônica para eleger seus representantes políticos. Em 2024, no dia 6 de outubro, a tradição será mantida, quando os eleitores utilizarem o dispositivo para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em seus municípios.

A urna eletrônica é uma espécie de microcomputador feito especialmente para computar votos durante as eleições. Ela é compacta, possui recursos de segurança e três cartões de memória, que guardam informações sobre eleitores e candidatos. O equipamento foi introduzido pela primeira vez no Brasil em 1996 e, desde então, sofreu várias atualizações.

O software usado na votação foi desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto o hardware foi adquirido pela Justiça Eleitoral por meio de um processo de licitação. Antes de serem utilizadas, as urnas passam por testes rigorosos na Justiça Eleitoral de cada estado.

Um dos cartões de memória do equipamento é empregado para transmitir os dados da seção eleitoral ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Há também um chip reserva para situações de emergência. Além disso, uma assinatura digital é verificada para garantir a validade dos resultados de cada seção eleitoral.

Após o término da votação, os dados coletados pela urna durante o dia são criptografados, ou seja, codificados para evitar o acesso por terceiros. Isso garante o sigilo do voto, conforme determinado pela Constituição Federal brasileira.

A contagem dos votos é feita automaticamente pela urna eletrônica. Um código, digitado pelo presidente da mesa, informa à máquina que as votações foram encerradas. Em seguida, a urna imprime cinco boletins com a quantidade de votos que cada candidato recebeu.

Importante ressaltar que a urna eletrônica não está conectada à internet. Quando a votação é encerrada, os dados armazenados nos cartões de memória são criptografados e enviados ao TRE, onde um servidor central totaliza a contagem de votos. O boletim, antes criptografado, é decifrado pelo TRE e várias verificações são feitas para garantir a autenticidade do resultado.

Os boletins são então distribuídos: um é mantido pelo presidente da seção eleitoral, outro é enviado para fiscalização, dois vão para o cartório eleitoral e o último é fixado na porta da seção eleitoral, disponível para consulta pública.

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