Evento conservador em SC vira palco para líderes sul-americanos anti-Lula

Aliados de Bolsonaro utilizam evento para fortalecer laços com líderes sul-americanos críticos ao governo de Lula

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Em um movimento de “diplomacia paralela”, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizam uma conferência conservadora em Santa Catarina, neste fim de semana, com o intuito de servir como palanque para líderes sul-americanos que criticam abertamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento, coordenado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), contará com a presença de figuras como o presidente da Argentina, Javier Milei, e José Antonio Kast, líder do Partido Republicano do Chile, ambos apoiadores de Bolsonaro e opositores de Lula.

A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em sua quinta edição no Brasil, será sediada em Balneário Camboriú (SC) e reunirá representantes do bolsonarismo de várias regiões. Entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Magno Malta (PL-ES) e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL). Jair Bolsonaro também marcará presença como um dos palestrantes.

Presença internacional

A participação de Javier Milei no CPAC não só marca sua primeira viagem oficial ao Brasil como presidente da Argentina, mas também sinaliza um fortalecimento das relações entre ele e Bolsonaro. Em declarações recentes, Milei referiu-se a Lula como “dinossauro idiota”, exacerbando as tensões políticas entre os dois. Este encontro ocorre em um contexto onde Lula adiou sua viagem a Santa Catarina, que coincidiria com o evento.

Durante o evento, temas como estratégias políticas e alianças internacionais estarão em foco, especialmente considerando o cenário de ascensão de lideranças conservadoras na América Latina. A presença de Milei e outros líderes conservadores no CPAC é vista como uma estratégia para fortalecer a oposição a politicas de esquerda na região.

Em meio a críticas e confrontos ideológicos, a conferência busca também ser um espaço de troca de experiências e fortalecimento das bases conservadoras. A cientista política Camila Rocha, do Cebrap, aponta que há um esforço claro para que essa aliança entre a direita radical interfira nas relações regionais, promovendo uma agenda política mais alinhada aos interesses desses líderes.

Estratégias e expectativas futuras

Além de discutir os atuais desafios políticos, a conferência também se posiciona como um preparativo para possíveis cenários internacionais futuros, incluindo a eleição americana. Os participantes expressam esperança de que uma vitória de Donald Trump possa influenciar positivamente a política conservadora no continente.

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