Ex-presidente da Câmara de Vereadores de BH é denunciado por agressão

Wellington Magalhães enfrenta acusações de agressão e ameaça por parte da ex-esposa, Kelly Maciel

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Wellington Magalhães, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, foi recentemente denunciado por sua ex-mulher, a empresária Kelly Maciel Pinto. As acusações incluem agressão e ameaça, com provas substanciais encontradas em exames de corpo de delito que indicam a integridade física de Kelly ameaçada por hematomas. Magalhães nega veementemente as alegações.

Após dez anos de casamento e seis anos de separação, marcados por um histórico de prisão conjunta em 2018 devido a um suposto envolvimento em desvio de dinheiro público, Kelly retornou à residência de Magalhães em setembro do ano anterior, impulsionada por dificuldades financeiras. Segundo ela, esse período resultou em “dias de horrores”, com o aumento de discussões e episódios violentos, especialmente após ela iniciar um novo relacionamento amoroso.

Denúncia

O estopim para a denúncia ocorreu em abril, quando uma discussão foi desencadeada pelo uso de um carro alugado pelo ex-vereador pelo atual namorado de Kelly. “Ele veio para cima de mim e me deu um soco no braço, onde ficou muito roxo, e me empurrou várias vezes contra a parede. Além de me ameaçar e me chamar de vários nomes”, relatou Kelly em uma entrevista à Record TV. Em resposta ao incidente, ela registrou um boletim de ocorrência e realizou um exame de corpo de delito, que confirmou as lesões e a agressão física.

A defesa de Wellington Magalhães, conduzida pela advogada Micheline de Abreu Peixoto, emitiu uma nota oficial refutando as acusações. Segundo a nota, Magalhães está profundamente entristecido pela exposição pública e nega as agressões, descrevendo as acusações como infundadas e prejudiciais, especialmente para a imagem de seus filhos.

Histórico de acusações

A trajetória de Magalhães vem sendo marcada por várias acusações legais. Em 2018, ele foi preso sob a acusação de liderar um esquema que fraudava licitações de publicidade na Câmara Municipal, causando prejuízos superiores a R$ 30 milhões. Em 2019, seu mandato foi cassado e, mais tarde, foi condenado a 31 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Além disso, teve seus bens bloqueados em 2023 devido ao uso indevido de funcionários da Câmara em serviços particulares.

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