Governador de Minas Gerais e Israel firmam acordo contra o antissemitismo

Romeu Zema adota definição de antissemitismo da Aliança Internacional de Memória do Holocausto em cerimônia no Palácio da Liberdade

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Na manhã desta segunda-feira (8), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), formalizou uma importante aliança ao assinar uma declaração conjunta de cooperação entre o Estado de Minas Gerais e o Estado de Israel. Durante a cerimônia realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, Zema também adotou a Definição de Antissemitismo da Aliança Internacional de Memória do Holocausto.

Zema é o terceiro governador brasileiro a ratificar este compromisso. Anteriormente, o documento já havia sido endossado por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, em março, e por Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, em maio. A definição adotada caracteriza o antissemitismo como “uma determinada percepção dos judeus, que se pode expressar como ódio em relação aos judeus. Manifestações retóricas e físicas de antissemitismo são dirigidas contra indivíduos judeus e não judeus e/ou seus bens, bem como contra instituições comunitárias e instalações religiosas judaicas”.

Audiência pública sobre conflito

Na última quinta-feira, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais promoveu uma audiência pública para discutir o conflito entre Israel e o povo palestino. O deputado Leleco Pimentel (PT), que requisitou a audiência, declarou que Israel estaria “produzindo um genocídio contra palestinos nas áreas ocupadas da Faixa de Gaza”. Segundo a comunidade judaica, o principal objetivo da adoção da definição é usar este marco “como recurso educacional para abordar e prevenir atividades relacionadas a preconceitos e discriminação”.

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