‘Não transmite confiança’, critica Aro sobre Gabriel Azevedo

O secretário de estado desqualificou a candidatura de Azevedo e disse que ‘nunca foi um player político’ na capital

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O secretário de Estado de Casa Civil, Marcelo Aro, questionou o potencial político de Gabriel Azevedo (MDB), afirmando que o vereador não ganhará força nas pesquisas para a Prefeitura de BH. Aro, o ex-deputado, em entrevista ao Café com Política da FM O TEMPO 91,7, disse que o presidente da Câmara “não passa confiança”, portanto “nunca foi um player político” na capital.

Na pesquisa DATATEMPO mais recente, Gabriel obteve apenas 2,2% das intenções de voto para prefeito, com uma margem de erro de 2,83% para mais ou para menos.

Credibilidade política de Azevedo

“A verdade é que o Gabriel nunca foi um player político em BH. Com todo respeito, mas o Gabriel, antes de o nosso grupo apoiá-lo para presidente da CMBH, ele não era mencionado nem em jornais locais. A culpa de que Gabriel ainda seja falado hoje é nossa. Ele teve 21 votos (para a presidência da CMBH) e nós demos 18. Ele tatuou na pele ‘gratidão’. […] Ele assinou documento. Gabriel, eu digo isso para todos entenderem, sabe por que ele não pontua e não irá pontuar para prefeito? Porque as pessoas não são ingênuas. As pessoas olham para o Gabriel e sabem que ele não transmite confiança”, afirmou Marcelo Aro.

“Tenho certeza de que, em alguns meses, ele perderá a eleição para prefeito e sairá do cenário político. Ele não será mais presidente da Câmara, porque não será mais vereador. Ele se perdeu no personagem. Ele tem tomado decisões erradas atrás de decisões erradas. Lamento, porque é um cara inteligente”, declarou ao Café com Política.

Conflito entre Azevedo e Aro

Marcelo Aro e Gabriel Azevedo têm estado em conflito desde o ano passado, quando as partes se separaram. Eles se uniram para derrotar o prefeito Fuad Noman (PSD) na eleição da Mesa Diretora da Câmara, o que deu a Gabriel a presidência do Legislativo. No entanto, durante o ano, os dois entraram em conflito com acusações mútuas de não cumprimento do acordo firmado em dezembro de 2022.

Essa disputa resultou na abertura de dois processos de impeachment contra Gabriel na Câmara de BH. No entanto, nenhum deles chegou a ser votado, após o grupo ligado a Aro não conseguir votos suficientes para remover o adversário da Casa.

No confronto mais recente entre eles, Gabriel e Aro disputaram o controle do diretório municipal do PRTB, um partido de pequena expressão, mas que seria usado por ambos na montagem da chapa de vereadores. No final, após uma disputa judicial e várias reviravoltas, o partido ficou nas mãos de Azevedo.

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