Pacheco se irrita em debate sobre aborto por estupro no Senado

Rodrigo Pacheco critica falta de pluralidade e dramatização em sessão sobre aborto por estupro

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Na manhã desta segunda-feira (17), o Senado Federal foi palco de um acalorado debate sobre a proposta de equiparar o aborto após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), expressou descontentamento com a forma como o debate foi conduzido, criticando a ausência de especialistas que apresentassem visões contrárias ao projeto e o uso de dramatizações durante a sessão.

O debate foi convocado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que também organizou uma performance impactante no plenário. Uma artista, Nyedja Gennari, encenou o papel de um feto sendo abortado, exclamando em desespero: “Não! Não acredito, essa injeção, essa agulha não! Quero continuar vivo! Não façam isso!”. Além disso, Girão propôs um minuto de silêncio “em respeito às mulheres, às vítimas e aos bebês indefesos do aborto” e saudou alunos de uma escola pública de Brasília presentes na sessão.

Durante o evento, o deputado federal Zacharias Calil (União-GO) realizou uma simulação do procedimento de assistolia fetal em um manequim, ilustrando o método para os presentes. Apesar da convocação de especialistas com opiniões diversas, apenas os contrários ao aborto compareceram, marcando uma predominância de discursos antiaborto, com metade dos palestrantes sendo homens.

Em resposta aos eventos, Rodrigo Pacheco fez questão de enfatizar que, em assuntos delicados como o aborto, é fundamental a inclusão de todas as vozes relevantes, especialmente as das senadoras, que representam as mulheres brasileiras. “Eu devo dizer que, com matéria dessa natureza, jamais, por exemplo, iria direto ao plenário do Senado Federal. Ela deve ser submetida às comissões próprias”, afirmou Pacheco, indicando uma abordagem mais cuidadosa e inclusiva para futuras discussões sobre o tema no Senado.

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