Professores de universidades federais em Minas iniciam greve

Movimento é resposta à proposta do governo de reajuste zero em 2024; negociações estão paralisadas desde dezembro

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Professores das instituições federais de ensino superior em Minas Gerais iniciam uma greve nesta segunda-feira (15), em resposta à proposta do governo federal de não conceder reajuste salarial em 2024. A paralisação, que inclui servidores técnicos-administrativos já em greve desde o mês passado, abrange várias instituições como IFSULDEMINAS, CEFET-MG, UFJF, UFOP, UFV e UFMG.

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) também anunciou greve a partir de maio devido a um calendário letivo diferente, enquanto a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) estão em estado de greve, podendo paralisar suas atividades a qualquer momento.

Impacto nacional da greve

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) reporta que três universidades já suspenderam as aulas e outras 18 começarão a greve junto às instituições de Minas Gerais, totalizando 21 universidades federais paralisadas em todo o país.

Gustavo Seferian, presidente do Andes-SN, criticou a postura do governo em relação às negociações, que estão estagnadas desde dezembro de 2023. “Nenhuma proposta substancial foi apresentada, apenas um tímido aumento em alguns benefícios e um reajuste zero para 2024”. Ele também mencionou uma proposta recente, considerada “violenta”, que condicionaria pequenos aumentos à fragmentação das mesas de negociação e poderia limitar o direito de greve.

Reajustes para 2024

Os professores demandam um reajuste de 7,06% ainda para 2024, com parcelas adicionais nos dois anos subsequentes, enquanto os servidores técnicos-administrativos reivindicam três parcelas de 10,34% para o mesmo período, alegando que esses valores representam a recomposição das perdas salariais desde 2016.

Resposta do governo

De acordo com Marco Antônio Alves, membro da direção do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBH), a greve foi decidida em uma assembleia lotada, com foco na recomposição das perdas salariais que, em alguns casos, chegam a 40%. “Não é aumento, é apenas a justa recomposição das perdas sofridas”, afirmou.

Por outro lado, o Ministério da Educação (MEC) assegurou que está buscando alternativas para valorizar o trabalho dos servidores e mencionou o aumento de 9% concedido em 2023, além de participar ativamente nas mesas de negociação. A próxima rodada de negociações está agendada para o dia 19 de abril, criando expectativas de possíveis avanços.

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