Zema critica proposta de renegociação da dívida dos estados com a União

Governador criticou proposta de renegociação da dívida de Minas Gerais, afirmando insuficiência nas contrapartidas

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A tentativa de renegociação da dívida dos estados com a União, liderada pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, em parceria com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, não foi bem recebida pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Em um encontro ocorrido nesta terça-feira (2) em Brasília, Zema expressou sua insatisfação com as condições propostas, destacando que não atendem às necessidades específicas de seu estado.

Em detalhe, Zema criticou a redução dos juros proposta, que atualmente inclui o IPCA mais 4%. A proposta permite que investimentos em infraestrutura sejam deduzidos, o que, segundo ele, apesar de ser uma “medida boa”, necessita de “um volume expressivo” para ser efetiva. “Os investimentos em infraestrutura serão abatidos, o que é uma medida boa, mas precisa haver aí um volume expressivo. Se for muito limitado acaba que também não contribui. Vejo como medidas boas, positivas, que vão ajudar, mas precisaríamos de algo robusto”, afirmou Zema.

Investimentos na educação

Outro ponto de discordância mencionado pelo governador refere-se ao destino da maior parte do desconto nos juros, que seria investido na criação de matrículas para o ensino médio técnico. Zema destaca que tal medida já é contemplada pelo programa estadual Trilhas do futuro. “Colocar mais (investimentos) em um produto, em um serviço que já tem uma oferta bastante adequada, você estaria rasgando dinheiro e, como eu disse, não resolveria a questão da dívida”, reiterou.

Além disso, Zema manifestou descontentamento com a ausência de um desconto adicional de 50% sobre o saldo remanescente da dívida, em caso de pagamentos à vista com a transferência de ativos para a União. “Para uma dívida como a de Minas, que é de R$ 160 bilhões, transferir ativos de R$ 20 bilhões, R$ 30 bilhões ou R$ 40 bilhões, ainda nos deixaria com uma dívida monstruosa e que inviabilizaria uma boa gestão”, explicou.

Perspectivas futuras

Apesar das críticas, o governador se mostrou satisfeito com o avanço das discussões e espera que novas propostas sejam adicionadas por deputados federais e senadores. “Nós precisamos realmente repensar como resolver essa questão da dívida. Eu fico muito satisfeito de esse problema ter sido colocado em cima da mesa, de estar caminhando e espero que boas propostas venham a ser somadas tanto na Câmara quanto no Senado”, concluiu Zema.

A proposta deve ser apresentada ao Congresso Nacional conforme planejado. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, não se manifestou após o encontro, mas tem reuniões agendadas para discutir o assunto mais a fundo com lideranças do governo.

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