Zema considera posição de vice na corrida presidencial de 2026

Governador de Minas Gerais sinaliza abertura para concorrer como vice-presidente nas próximas eleições presidenciais

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manifestou que pode não liderar a chapa presidencial em 2026, deixando aberta a possibilidade de se candidatar a vice-presidente. Durante um encontro com jornalistas em Belo Horizonte nesta segunda-feira (24), Zema expressou sua disposição em participar de uma chapa presidencial, mesmo que na condição de vice, em aliança com outro representante da direita.

“Irei participar (das eleições) de toda forma. Não ligo de ser vice, o que eu quero é participar, é fazer parte para mudar o Brasil”, declarou o governador. Esta posição sugere uma estratégia de fortalecimento das forças de direita, visando a sucessão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, após condenações, tornou-se inelegível.

Candidatos para eleições

Além de Zema, outros governadores como Tarcísio de Freitas, de São Paulo (Republicanos), e Ronaldo Caiado, de Goiás (União Brasil), também estão no cenário buscando viabilizar suas candidaturas pelo mesmo espectro político. Essa movimentação indica uma preparação intensa entre os líderes de direita para as próximas eleições presidenciais.

Durante seu mandato, Zema tem adotado posturas que agradam a base bolsonarista, enquanto tenta manter diálogos construtivos com o governo federal. Exemplo disso foi sua declaração no início deste ano, contrária à obrigatoriedade do cartão vacinal atualizado para matrícula nas escolas estaduais, uma medida que foi muito celebrada por políticos alinhados a Bolsonaro, como o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mas que acabou levando a questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente, Zema tem buscado manter uma relação harmoniosa com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participando de eventos conjuntos e defendendo a cooperação entre o estado e o Palácio do Planalto.

Mudanças na gestão estadual

Internamente, o governo de Zema passou por reestruturações significativas, como a criação de uma subsecretaria de comunicação, após uma reforma administrativa aprovada na Assembleia Legislativa. Essa nova pasta, liderada pelo engenheiro civil Bernardo Santos, ex-presidente do diretório municipal do Novo em Belo Horizonte, começou a gerenciar os veículos de comunicação do estado, como a Rede Minas e a Rádio Inconfidência. A oposição, contudo, critica essas mudanças, acusando Zema de usar as estruturas públicas para autopromoção.

Em um contexto de preparação para a sucessão estadual, o vice-governador Mateus Simões (Novo) tem ganhado destaque, assumindo papel proeminente em eventos e na condução do diálogo com a base governista na Assembleia Legislativa. Em momentos chave, como a recepção ao presidente Lula em Minas, foi Simões quem esteve à frente, refletindo uma estratégia de visibilidade e fortalecimento de sua imagem para futuras disputas eleitorais.

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