Zema não comparece a reunião crucial sobre dívida mineira com a União

Governador enviou secretários para discutir renegociação da dívida estadual de R$ 170 bilhões com o Congresso Nacional

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Mesmo com o prazo para a retomada do pagamento da dívida bilionária de Minas Gerais se aproximando, o governador Romeu Zema (Novo) optou por não comparecer a uma reunião agendada com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A discussão, que visava delinear os termos da renegociação da dívida, ocorreu a menos de um mês do fim do período de suspensão estabelecido pelo Superior Tribunal Federal (STF). Em seu lugar, Zema enviou uma delegação de secretários à capital federal.

Os representantes do governo mineiro no encontro foram os secretários de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes; de Governo, Gustavo Valadares; de Planejamento e Gestão, Camila Neves; e o secretário-geral, Marcel Beghini. Também esteve presente o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Na terça-feira anterior à reunião, Pacheco havia anunciado que haveria um encontro direto com Zema, o que acabou não ocorrendo.

Negociação da dívida

Durante o encontro, foi discutida a possibilidade de federalização de empresas estatais mineiras como forma de abater parte da dívida, que atualmente totaliza cerca de R$ 170 bilhões. A ideia foi uma das alternativas levantadas para enfrentar o saldo devedor com a União. O senador Pacheco revelou, antes da reunião, que o governo federal estava disposto a considerar essa opção como parte do acordo.

Em meio às negociações, o governo de Minas Gerais, através de uma nota, justificou a ausência de Zema alegando “compromissos previamente agendados”, sem detalhar quais seriam esses compromissos. Informou-se ainda que Zema deveria visitar Brasília na semana seguinte para continuar as discussões diretamente com Pacheco e outros governadores de estados endividados.

O secretário de Governo, Gustavo Valadares, expressou após a reunião que o estado considera pedir ao STF uma nova extensão do prazo para suspensão do pagamento. “Nós estamos trabalhando com dois caminhos. Eu tenho conversado diuturnamente com os deputados sobre a necessidade da possibilidade de termos que votar a adesão ao Regime (de Recuperação Fiscal) antes do dia 20 de julho. Mas a principal alternativa hoje seria de, conjuntamente com a União, propormos ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do prazo por mais 120 dias para que, durante esse tempo, a gente tenha a aprovação no Senado Federal e na Câmara Federal de um programa que substituiria o RRF”, afirmou Valadares.

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