Curtas do Zeca

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O governador Romeu Zema e seu vice Mateus Simões divulgaram no perfil do Instagram que o governo de Minas está investindo em estradas 10 vezes mais do que a média dos últimos 10 anos. O leitor mais atento sabe que quem ajudou a jogar essa média para baixo foi o próprio Zema, já que o investimento nas rodovias estaduais do seu primeiro mandato inteiro foi baixíssimo. Sugiro que a propaganda seja feita ano após ano, aí sim conseguiremos fazer uma comparação justa.

O vereador Gabriel Azevedo está mesmo puxando a corda com a questão das ciclovias. Encaminhou ao TCE uma representação pedindo a suspensão imediata das obras na Avenida Afonso Pena. Mais difícil que superar no pedal os mais de 150 metros de desnível do ponto mais baixo até a praça da Bandeira, é prever o comportamento do TCE, que nunca esteve tão politizado. Em ano de eleições, vai ser curioso ver o desenrolar da representação no nosso Tribunal de Contas.

Infelizmente a notícia de que o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, iria deixar o posto era boato. É um atestado de incompetência ter que importar um executivo para comandar a Cemig. Além disso, ele veio com a missão de otimizar ao máximo os resultados da empresa para ser privatizada em melhores condições. Os efeitos colaterais a esta atitude são enormes, a começar pelo esvaziamento de apoios culturais, uma grande tradição da Cemig. O estado precisa estar presente em alguns pontos da sociedade, este liberalismo exagerando nem nos Estados Unidos tem mais.

O deputado federal André Janones quis bancar o engraçadinho ao postar uma foto de um cachorro dizendo que era o também deputado Carlos Jordy prestando depoimento à Polícia Federal, nesta quinta-feira. Jordy foi alvo de busca e apreensão na sua casa e é conhecido pela proximidade com o ex-presidente Bolsonaro. Janones ainda tem muito a se explicar sobre as denúncias de rachadinhas feita por assessores próximos.

O vice-líder do governador Romeu Zema, o deputado estadual Rafael Martins, disse que as vaidades foram deixadas de lado na negociação da dívida de Minas Gerais com a União. Depois que Zema perdeu o protagonismo para o senador Rodrigo Pacheco, por pura falta de habilidade de articulação política, a tese de federalização das estatais mineiras ficou mais forte que o regime de recuperação fiscal, defendida por Zema. O que está em jogo é a paternidade do salvador das finanças de Minas Gerais, que se torna automaticamente um político cacifado para influenciar as eleições para governador em 2026.

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